"Salve Deus!
O farol da Mesa Evangélica, durante todo tempo que ali estiver, deverá estar com a mente em Jesus, dando a oportunidade para aqueles irmãos carentes de luz e de amor, de chegarem e serem socorridos pelos Doutrinadores e pelos mentores da mesa. O farol não deve se preocupar em atender o Apará que tenha incorporado próximo a ele, porque esta não é sua função. O farol deve enviar a todos os espíritos que estão chegando ou que já se encontram na mesa, pensamentos de paz, de harmonia e de amor. Faça o mantra universal para esses espíritos mas, mantenha-se no seu posto, sem preferências. Um farol é um sinal geral para muitos. Um espírito sofredor volta várias vezes à casa do Pai Seta Branca, até se conscientizar e realmente aceitar o caminho para a regeneração espiritual (evolução).
Quando o sofredor chega no trono ou mesmo na mesa e encontra o Doutrinador que sempre é farol, ele, o sofredor, não oferece resistência nem dificuldades, porque respeita aquela Luz que o trouxe até ali num outro dia, respeita porque reconhece o Doutrinador pelo ectoplasma. Mesmo quando não está havendo o fenômeno da incorporação na mesa, durante parte do intercâmbio ou mesmo no trabalho de defumação, os espíritos sofredores estão chegando na mesa atraídos pela Luz que emana dos faróis. Ao sentar no farol, o Doutrinador deve procurar se lembrar, que naquele exato momento, também os seus mentores estão chegando para trabalhar na cura desobsessiva. Tia Neiva", Vale do Amanhecer, 23/05/81
Mesa Evangélica
Salve Deus!
Talvez um dos elementos mais notórios do Templo do Amanhecer é a mesa Evangélica.
Talvez por ocupar sensivelmente metade da área do Templo, o seu espaço próprio e forma característica.
Envolta num recinto próprio, dispõe do Aledá como fundo.
A mesa triangular, branca dispondo de três cadeiras brancas em cada um dos seus vértices e três bancos dispostos nas três laterais.
No seu centro, uma elipse com a imagem de Cristo no meio e um castiçal de sete velas.
Sobre a mesa, no vértice do Farol Mestre, uma pequena caixa branca, normalmente contendo pequenos papeis dobrados com os pedidos dos pacientes e médiuns, ladeada com uma pequena sineta.
À frente desta, o livro do Evangelho de onde o Mestre Orixá normalmente retira o texto para abertura dos trabalhos.
Ao decorrer o trabalho de Mesa Evangélica, o Mestre Comandante dispõe três mestres para os faróis, e começa a colocar os Aparás nos bancos.
Convida os Doutrinadores a colocarem-se por detrás dos Aparás e inicia o trabalho.
À "puxada do sofredor" o Apará incorpora anunciando o facto com os seus punhos fechados.
O Mestre Doutrinador inicia a sua doutrina e termina com a sua elevação.
Elevou mais um "sofredor".
A mesa evangélica é talvez um dos mais importantes trabalhos realizados no Templo.
Considerada muitas vezes secundária nos Templos mais pequenos por falta de médiuns para a sua realização, sua envergadura e importância é muito maior daquela que nós conseguimos imaginar.
A Mesa Evangélica é uma grande ferramenta de atendimento ao paciente desencarnado e nela afluem vários irmãos em diferentes condições e de diferentes proveniências.
Mais ainda, é o grande gerador de energias do templo alimentando todos os setores de trabalho.
Um dia sem mesa evangélica é um dia infeliz para a espiritualidade pois é uma oportunidade que não surgiu para muitos irmãos desencarnados.
Não se preocupe meu irmão pois a Espiritualidade guia-nos sempre e nos dá o que necessitamos pelo que, se um dia não houver condições para se realizar uma mesa, acredite que tal já estava determinado pelos Mentores.
A Mesa é uma linha de elevações em série:
À puxada do Doutrinador, um irmão desencarnado é encaminhado para o Apará para receber a sua Doutrina e seu ectoplasma.
Estes irmãos desencarnados são espiritos de várias proveniências.
Alguns serão espiritos recém-desencarnados que escolheram seguir o seu caminho para o canal vermelho.
Outros são espiritos já muito sofridos que se mantiveram muito tempo próximos deste plano físico, talvez com as suas famílias e amigos.
Alguns acabaram de sair da Pedra Branca e fazem uma passagem na mesa para colher algum ectoplasma para conseguirem seguir para o Canal Vermelho.
Os irmãos cobradores e espiritos demasiado "presos" a este plano físico normalmente são encaminhados primeiro para os Tronos pois exigem um tratamento especial e mais tempo de esclarecimento.
Algo comum aos espiritos que passam na Mesa: estão lá por seu livre-arbítrio. Nenhum Mentor a isso os obrigou.
Por isto não há razão para certos comportamentos verificados neste trabalho em que vemos expressões muitas das vezes de alguém contrariado, recusando a doutrina do Mestre que está atrás.
Ou murros na mesa e gritos, gemidos e choros descontrolados que por diversas vezes nem corresponde aos sentimentos desses irmãos.
Salve Deus, meu irmão Apará.
Eles sofrem mas têm vergonha na cara.
Vê o paciente encarnado com este comportamento?
E no entanto ele sofre.
Nunca tente transmitir nada que não seja verdadeiro.
A mesa não exige representações. A maior sintonia do trabalho se dá com o silêncio.
Os sons que se devem ouvir deverão ser os sons carinhosos e suaves dos Mestres Doutrinadores a envolver estes sofridos irmãos.
Meu irmão Apará, trabalhe sempre com a elegância desta doutrina num modelo de perfeição e profissionalismo.
A transmissão e frequentemente exagero destes pseudo-sentimentos do irmão incorporado serve o propósito da mistificação.
Assusta o paciente encarnado e desencarnado e por vezes o próprio médium.
É deselegante, destrói a sintonia dos seus irmãos Doutrinador e Apará e perturba o trabalho.
Salve Deus, meu irmão Apará.
Actue com elegância, silenciosamente, ajudando a todos no seu verdadeiro papel de Apará.
Mas se o Apará se revela muitas vezes desequilibrado numa mesa, o Doutrinador também deve tomar precauções com o seu decurso no trabalho.
As Doutrinas altas que se ouvem até no Pai Seta Branca.
As elevações que assustam até os pássaros no exterior do Templo.
Salve Deus! O paciente desencarnado já sofreu o bastante.
Dê-lhe esperança e carinho com uma doutrina suave, bem articulada e saída do coração.
Mostre-lhe a elegância e a altivez do Doutrinador no seu amor.
Mostre-lhe o caminho com carinho.
Aquela doutrina é para o sofredor que está incorporado naquele Apará à sua frente, não o do lado, não o do fundo da mesa.
E a elevação é para este mesmo irmão.
Os irmãos sofredores que estão fora do Templo, que entrem primeiro e peçam um atendimento aos Mentores responsáveis e então terão também as suas elevações.
Também os restantes Mestres Doutrinadores terão que aprender a chave de elevação do sofredor no desenvolvimento, não precisam destes exagerados exemplos.
Salve Deus! Meu irmão Doutrinador.
O Mestre que melhor se sintoniza com a espiritualidade é aquele que menos dá nas vistas.
Faça tudo com elegância e será um verdadeiro Jaguar ao serviço do Pai.

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